Encontro Mágico
Era uma vez um rapaz chamado Zoe e uma Rapariga chamada Kala. Zoe tinha um cabelo castanho claro russo, e uns olhos muitos grandes, enquanto Kala era morena, com uns olhos que pareciam duas amêndoas ou duas azeitonas e tinha uns lábios grossos que quando húmidos faziam lembrar algodão molhado.
Zoe além de ter de estudar gostava muito de fazer uma coisa, ver o pôr do sol todos os dias, este vivia numa casa junto do mar e todos os dias encostava-se ao varandim existente na porta da sua casa e deleitava-se a ver o por do sol, quente e belo, com o grande luzeiro a dizer com os seus braços quentes laranjas, amarelos, e encarnados, adeus até amanhã a Zoe. Por outro lado Kala gostava muito de ver a lua, parecia-lhe uma bela pérola, muito branca e brilhante, com todas as suas amigas que pareciam bocados de prata deixados cair por alguém que tinha passado a correr, gostava de ver as suas várias formas. Era como uma bela senhora, para cada ocasião mudava de vestido, tinha para cada semana um tipo de apresentação, muito fina pensava Kala!
Zoe e Kala conheciam-se mas nunca tinham tido muitas oportunidades para conversar, apenas um olá rápido ao outro era dado, já que Zoe gostava da parte do luzeiro diurno e Kala deliciava-se com o Luzeiro nocturno e com os bocados de malha espalhados à sua volta como enfeites. Foram crescendo, e, os dois começaram a gostar muito um do outro mas como iriam eles encontrar-se se não se cruzavam em nenhuma altura do dia... já nem no destino se podia crer para fazer estes dois ficarem juntos, nem que fosse durante um pouco de tempo, pois embora não soubessem se gostavam da altura do dia que o outro mais gostava, decidiam ficar-se apenas pela sua altura querida do dia, sem saber como seria a outra.
O mesmo acontecia com o Sol e com a sua amiga Lua, ambos gostavam muito um do outro, e andavam sempre atrás um do outro mas não conseguiam ficar juntos, conseguiam comunicar em pequenos momentos de alguns dias em que se cruzavam ou então trocavam cartas, que, o sol deixava às estrelas, porque nas estrelas como toda a gente sabe pode-se deixar um recado para alguém que só a esse alguém lhe darão o recado, e a Lua, bom a Lua deixava todos os seus recados às nuvens, mas só aquelas que não prometiam chover, para que os recados não ficassem encharcados, assim não se podiam ler! Mas a Lua tinha cuidado ao escolher as nuvens para deixar os seus recados! E assim o Sol explicou o que se passava entre Zoe e Kala à Lua, cuja ficou com a sensação de saber o que é gostar muito de alguém e não se poder estar junto desse alguém, era mesmo muito triste! E perguntou ao sol o que fazer, pois não queria que estes dois andassem atrás um do outro para sempre, sem se conhecerem melhor e pessoalmente, e, sem conhecerem o que o outro gostava.
Até que, ao fim de muitos dias passados, e muitos recados deixados, os dois luzeiros criados pela natureza, que tudo cria com o maior cuidado e amor, decidiram que seria naquele dia que os dois jovens se encontrariam. Como? bom ficava ao cargo dos dois luzeiro e da rotina natural da natureza que por vezes proporciona momentos que se nós pessoas normais não aproveitamos, deixamos passar muito do verdadeiro amor existente na nossa vida, mas isso é algo mais complicado de escrever num conto... seria naquele dia, já tudo estava a postos, as nuvens já tinham todas concordado em não deixar cair nenhum pingo, bom uma delas estava um pouco revoltada mas como era por uma boa causa, cedeu! As estrelas estavam todas a postos para no momento certo brilharem o máximo que pudessem, como se fossem todas super novas, umas estrelas muitos brilhantes, até mesmo as mais velhinhas concordaram em fazê-lo! Tudo estava preparado, só faltava mesmo era que os dois fossem ao local diário à hora que mais convinha tanto a um como a outro, mas seria desta vez as horas diferentes?
Bastava que os dois se cruzassem para perceberem que podiam e deviam ficar para sempre juntos, mas o que teriam preparado o Sol e a Lua? O Sol brilhava e começava a mostrar que ia descer para dar lugar à sua amiga Lua, que Zoe, iria para casa e chegaria Kala, mas desta vez o sol não foi embora, e Zoe achou estranho, estaria o Sol atrasado ou cansado? E começava a Lua a aparecer mais cedo, o que deixava Kala intrigada e sem saber o que acontecia naquele momento com a chegada repentina da Lua, até que os dois luzeiros se juntaram no alto da azul quimera, e, se juntaram cá em baixo numa praia tranquila onde só entrava o barulho das ondas que estavam deveras calmas, os dois jovens.
Juntavam-se então Zoe e Kala, sem se aperceberem do que se passava, mas também sem quererem perguntar como tudo aconteceu ou o que estaria a acontecer. Até que o Sol passou com o seu braço quente por cima do ombro da Lua e lhe soltou um quente beijo e um piscar de olhos à sua amiga, o mesmo acontecia na areia, onde cordialmete Zoe pegava na mão de kala, e, a beijava suavemente com uma caricia no seu belo rosto moreno. Era o eclipse. Um belo eclipse que mudava assim para sempre a vida destes dois seres que passavam a conhecer mais da natureza e do seu interior, algo com real valor, tudo isto acompanhado da dança das nuvens umas muito pesadas outras menos, com as elegantes estrelas, brilhantes e muito belas numa dança mágica, aliás como todo aquele momento, mágico...
Álvaro Cristo
In Centro
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