Depois de uma longa ausencia voltei.
Voltei porque nem sempre se escreve para descarregar. hoje carrego. voltei carregado. cheio de energia que me faz continuar. sempre em frente. 'para trás mija a burra dizia o meu avô', às vezes o velho diz umas coisas giras.
Hoje queria mostrar o meu lado feliz,
Falaste-me de uma tal vista,
De algo que nunca eu tinha olhado
Senti então cá dentro uma voz, Arrisca!
Foi logo à primeira, sabia que tinha gostado!
Tinha pessoas, mágicos, mentirosos, e ricos e pobres
E tinha o Sol e a Lua ao mesmo tempo
E todos eram simples, todos eram nobres
E nenhum era brisa mas sim vento!
E as folhas caíam, e as rochas brilhavam
E os nossos olhares se cruzavam
(E...STOP!!! ) [Pausa de respiração- também é preciso!]
Não tirei mais os olhos de ti,
Foi veneno ou magia...
Indestinguivel, algo que nunca vi...
Deixaste-me sereno, invadido de alegria!
E olhaste-me outra vez...
Tapei os olhos, não queria ficar indefeso,
E, quando sem querer olhei
Estavas como sempre, bela, e eu a ti...preso!
(...)
E volto, cheio de tudo!
sábado, 24 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Insónias II
Hoje não tenho insónias. Não tenho sono. Não consigo dormir. Não lhe vou chamar insónias, contudo, aproveito o titulo para ligar ao primeiro 'insónias'. Um dia quem sabe escrevo um livro que se chamará "Insónias. Volumes".
Não tenho sono porque estou à espera da hora. O relógio do emigrante bate a hora. são 4h aqui. pelas três por lá. a bracelete de borracha deixa a sua marca. Vai tudo deixando, ou não?
Hoje soube que um amigo meu morreu. Soube há pouco mais de uns cigarros desbaforados. Que raio de exercicio é este que temos de fazer, viver. Para quê? Por vezes pergunto-me como é possível fazer planos e armar tendas em terras desconhecidas com ideia de ficar para sempre. Ideias suicidas...
Como se não bastasse o que já está num marco de correio por abrir, umas cartas com ar de riciculo porque o envelope é grande demais para a pequenice que é escrever uma carta nos dias que correm. Uma Carta. Não uma qualquer. Uma Carta por exemplo como a que o meu amigo me escreveria se soubesse a minha morada agora!
Gosto de Cartas! Por favor quando leres este texto manda-me a tua morada que mando-te uma Carta!
Não me percebo quando escrevo. Tenho cerca de 3 cigarros mais no maço desmaçado de orelhas de cartão. Faz falta por vezes toda a gente ter orelhas para ouvir bem. Melhor, para escutar com atenção aos pormenores! Os pássaros voam esta noite, não sei se chegam ou se vão para algum lado.
São rotas de emigrante. Já me deste um relógio.
Não me disseste adeus.
Eu não lhe disse Adeus. Ele partiu para uma viagem à volta de tudo, de frente para trás. Foi de carro, um machibombo que tanto gostava. Sempre com falta de óleo e gasolina no fim.
Tenho medo de nunca te dizer Adeus. Não sei se será bom ou mau. Quem não diz adeus significa que volta, um dia voltará. Quem fica à espera do adeus fica sempre à espera.
Muitas vezes não dizemos coisas mas fazemos coisas que falam por nós. Não precisas de me dizer. Eu sei.
Eu sei que te vais divertir como sempre o fazes! Eu sei que não te vais lembrar de mim durante dias e noites. E depois passas por minha casa e queres fazer-me uma visita. Mas eu não estou. Não me disseste Adeus foda-se! Não fiquei à espera. às vezes queria que esperássemos juntos!
Eu espero por ti!
por voçês.
Este texto está uma confusão. Vou matar um cigarro mais e perceber o que afinal quero escrever...
morto.
O que quero mesmo dizer, é, nu e cru,
Que faças boa viagem. Que não te esqueças de nós, que não te esquecemos Neves.
Que não te esqueço J. ainda não, ao contrário do que possas pensar.
nicotina esclarece por vezes. Estou mais descando, por enquanto, até nos vermos. Todos.
Até já!
K'
Não tenho sono porque estou à espera da hora. O relógio do emigrante bate a hora. são 4h aqui. pelas três por lá. a bracelete de borracha deixa a sua marca. Vai tudo deixando, ou não?
Hoje soube que um amigo meu morreu. Soube há pouco mais de uns cigarros desbaforados. Que raio de exercicio é este que temos de fazer, viver. Para quê? Por vezes pergunto-me como é possível fazer planos e armar tendas em terras desconhecidas com ideia de ficar para sempre. Ideias suicidas...
Como se não bastasse o que já está num marco de correio por abrir, umas cartas com ar de riciculo porque o envelope é grande demais para a pequenice que é escrever uma carta nos dias que correm. Uma Carta. Não uma qualquer. Uma Carta por exemplo como a que o meu amigo me escreveria se soubesse a minha morada agora!
Gosto de Cartas! Por favor quando leres este texto manda-me a tua morada que mando-te uma Carta!
Não me percebo quando escrevo. Tenho cerca de 3 cigarros mais no maço desmaçado de orelhas de cartão. Faz falta por vezes toda a gente ter orelhas para ouvir bem. Melhor, para escutar com atenção aos pormenores! Os pássaros voam esta noite, não sei se chegam ou se vão para algum lado.
São rotas de emigrante. Já me deste um relógio.
Não me disseste adeus.
Eu não lhe disse Adeus. Ele partiu para uma viagem à volta de tudo, de frente para trás. Foi de carro, um machibombo que tanto gostava. Sempre com falta de óleo e gasolina no fim.
Tenho medo de nunca te dizer Adeus. Não sei se será bom ou mau. Quem não diz adeus significa que volta, um dia voltará. Quem fica à espera do adeus fica sempre à espera.
Muitas vezes não dizemos coisas mas fazemos coisas que falam por nós. Não precisas de me dizer. Eu sei.
Eu sei que te vais divertir como sempre o fazes! Eu sei que não te vais lembrar de mim durante dias e noites. E depois passas por minha casa e queres fazer-me uma visita. Mas eu não estou. Não me disseste Adeus foda-se! Não fiquei à espera. às vezes queria que esperássemos juntos!
Eu espero por ti!
por voçês.
Este texto está uma confusão. Vou matar um cigarro mais e perceber o que afinal quero escrever...
morto.
O que quero mesmo dizer, é, nu e cru,
Que faças boa viagem. Que não te esqueças de nós, que não te esquecemos Neves.
Que não te esqueço J. ainda não, ao contrário do que possas pensar.
nicotina esclarece por vezes. Estou mais descando, por enquanto, até nos vermos. Todos.
Até já!
K'
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
faz(es)-me luz...?
"Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,Quem não conversa com quem não conhece.Quem evita uma paixão e prefere O "preto no branco" a um turbilhão de emoções indomáveis,Justamente as que resgatam brilho nos olhos,Sorrisos e soluços,coração aos tropeços,sentimentos. Morre lentamente quem não se permite fugir dos conselhos sensatos. Evitemos a morte em doses suaves.Estejamos vivos, entao!"
Pablo Neruda
Encontrado num postal que estava caído na rua... Quiçá um conselho que não dispenso de todo! Que me ajuda a fazer-se-me luz!
Quiçá mais alguém me ajude...
K'
Pablo Neruda
Encontrado num postal que estava caído na rua... Quiçá um conselho que não dispenso de todo! Que me ajuda a fazer-se-me luz!
Quiçá mais alguém me ajude...
K'
segunda-feira, 22 de março de 2010
\delta d = \sqrt { \delta x^2 + \delta y = +inf
Há distâncias que são muito grandes. Mas nenhuma é maior que a distância entre dois seres que se querem.
Brand
Brand
domingo, 21 de março de 2010
insonias I
Não consigo dormir. tenho a cabeça ocupada demais para poder pensar em dormir. estou cansado e tenho vontade de ir para a rua correr daqui até aí. não adormecia tenho a certeza.
Tenho medo de chegar aí e teres adormecido.
viro-me para o outro lado e continuo sem sono. Quem sabe tu estás à espera que eu chegue para poderes adormecer e eu nnca mais chego, e perdes as forças de te manter acordada e cais no sono.
Tens medo que eu não chegue e adormeças primeiro?
Quem dera estar a adormecer-te enquanto adormeço, quase sempre, primeiro que tu.
04:49h
Tenho medo de chegar aí e teres adormecido.
viro-me para o outro lado e continuo sem sono. Quem sabe tu estás à espera que eu chegue para poderes adormecer e eu nnca mais chego, e perdes as forças de te manter acordada e cais no sono.
Tens medo que eu não chegue e adormeças primeiro?
Quem dera estar a adormecer-te enquanto adormeço, quase sempre, primeiro que tu.
04:49h
sábado, 20 de março de 2010
apontamentos I
Encontro Mágico
Era uma vez um rapaz chamado Zoe e uma Rapariga chamada Kala. Zoe tinha um cabelo castanho claro russo, e uns olhos muitos grandes, enquanto Kala era morena, com uns olhos que pareciam duas amêndoas ou duas azeitonas e tinha uns lábios grossos que quando húmidos faziam lembrar algodão molhado.
Zoe além de ter de estudar gostava muito de fazer uma coisa, ver o pôr do sol todos os dias, este vivia numa casa junto do mar e todos os dias encostava-se ao varandim existente na porta da sua casa e deleitava-se a ver o por do sol, quente e belo, com o grande luzeiro a dizer com os seus braços quentes laranjas, amarelos, e encarnados, adeus até amanhã a Zoe. Por outro lado Kala gostava muito de ver a lua, parecia-lhe uma bela pérola, muito branca e brilhante, com todas as suas amigas que pareciam bocados de prata deixados cair por alguém que tinha passado a correr, gostava de ver as suas várias formas. Era como uma bela senhora, para cada ocasião mudava de vestido, tinha para cada semana um tipo de apresentação, muito fina pensava Kala!
Zoe e Kala conheciam-se mas nunca tinham tido muitas oportunidades para conversar, apenas um olá rápido ao outro era dado, já que Zoe gostava da parte do luzeiro diurno e Kala deliciava-se com o Luzeiro nocturno e com os bocados de malha espalhados à sua volta como enfeites. Foram crescendo, e, os dois começaram a gostar muito um do outro mas como iriam eles encontrar-se se não se cruzavam em nenhuma altura do dia... já nem no destino se podia crer para fazer estes dois ficarem juntos, nem que fosse durante um pouco de tempo, pois embora não soubessem se gostavam da altura do dia que o outro mais gostava, decidiam ficar-se apenas pela sua altura querida do dia, sem saber como seria a outra.
O mesmo acontecia com o Sol e com a sua amiga Lua, ambos gostavam muito um do outro, e andavam sempre atrás um do outro mas não conseguiam ficar juntos, conseguiam comunicar em pequenos momentos de alguns dias em que se cruzavam ou então trocavam cartas, que, o sol deixava às estrelas, porque nas estrelas como toda a gente sabe pode-se deixar um recado para alguém que só a esse alguém lhe darão o recado, e a Lua, bom a Lua deixava todos os seus recados às nuvens, mas só aquelas que não prometiam chover, para que os recados não ficassem encharcados, assim não se podiam ler! Mas a Lua tinha cuidado ao escolher as nuvens para deixar os seus recados! E assim o Sol explicou o que se passava entre Zoe e Kala à Lua, cuja ficou com a sensação de saber o que é gostar muito de alguém e não se poder estar junto desse alguém, era mesmo muito triste! E perguntou ao sol o que fazer, pois não queria que estes dois andassem atrás um do outro para sempre, sem se conhecerem melhor e pessoalmente, e, sem conhecerem o que o outro gostava.
Até que, ao fim de muitos dias passados, e muitos recados deixados, os dois luzeiros criados pela natureza, que tudo cria com o maior cuidado e amor, decidiram que seria naquele dia que os dois jovens se encontrariam. Como? bom ficava ao cargo dos dois luzeiro e da rotina natural da natureza que por vezes proporciona momentos que se nós pessoas normais não aproveitamos, deixamos passar muito do verdadeiro amor existente na nossa vida, mas isso é algo mais complicado de escrever num conto... seria naquele dia, já tudo estava a postos, as nuvens já tinham todas concordado em não deixar cair nenhum pingo, bom uma delas estava um pouco revoltada mas como era por uma boa causa, cedeu! As estrelas estavam todas a postos para no momento certo brilharem o máximo que pudessem, como se fossem todas super novas, umas estrelas muitos brilhantes, até mesmo as mais velhinhas concordaram em fazê-lo! Tudo estava preparado, só faltava mesmo era que os dois fossem ao local diário à hora que mais convinha tanto a um como a outro, mas seria desta vez as horas diferentes?
Bastava que os dois se cruzassem para perceberem que podiam e deviam ficar para sempre juntos, mas o que teriam preparado o Sol e a Lua? O Sol brilhava e começava a mostrar que ia descer para dar lugar à sua amiga Lua, que Zoe, iria para casa e chegaria Kala, mas desta vez o sol não foi embora, e Zoe achou estranho, estaria o Sol atrasado ou cansado? E começava a Lua a aparecer mais cedo, o que deixava Kala intrigada e sem saber o que acontecia naquele momento com a chegada repentina da Lua, até que os dois luzeiros se juntaram no alto da azul quimera, e, se juntaram cá em baixo numa praia tranquila onde só entrava o barulho das ondas que estavam deveras calmas, os dois jovens.
Juntavam-se então Zoe e Kala, sem se aperceberem do que se passava, mas também sem quererem perguntar como tudo aconteceu ou o que estaria a acontecer. Até que o Sol passou com o seu braço quente por cima do ombro da Lua e lhe soltou um quente beijo e um piscar de olhos à sua amiga, o mesmo acontecia na areia, onde cordialmete Zoe pegava na mão de kala, e, a beijava suavemente com uma caricia no seu belo rosto moreno. Era o eclipse. Um belo eclipse que mudava assim para sempre a vida destes dois seres que passavam a conhecer mais da natureza e do seu interior, algo com real valor, tudo isto acompanhado da dança das nuvens umas muito pesadas outras menos, com as elegantes estrelas, brilhantes e muito belas numa dança mágica, aliás como todo aquele momento, mágico...
Álvaro Cristo
In Centro
Era uma vez um rapaz chamado Zoe e uma Rapariga chamada Kala. Zoe tinha um cabelo castanho claro russo, e uns olhos muitos grandes, enquanto Kala era morena, com uns olhos que pareciam duas amêndoas ou duas azeitonas e tinha uns lábios grossos que quando húmidos faziam lembrar algodão molhado.
Zoe além de ter de estudar gostava muito de fazer uma coisa, ver o pôr do sol todos os dias, este vivia numa casa junto do mar e todos os dias encostava-se ao varandim existente na porta da sua casa e deleitava-se a ver o por do sol, quente e belo, com o grande luzeiro a dizer com os seus braços quentes laranjas, amarelos, e encarnados, adeus até amanhã a Zoe. Por outro lado Kala gostava muito de ver a lua, parecia-lhe uma bela pérola, muito branca e brilhante, com todas as suas amigas que pareciam bocados de prata deixados cair por alguém que tinha passado a correr, gostava de ver as suas várias formas. Era como uma bela senhora, para cada ocasião mudava de vestido, tinha para cada semana um tipo de apresentação, muito fina pensava Kala!
Zoe e Kala conheciam-se mas nunca tinham tido muitas oportunidades para conversar, apenas um olá rápido ao outro era dado, já que Zoe gostava da parte do luzeiro diurno e Kala deliciava-se com o Luzeiro nocturno e com os bocados de malha espalhados à sua volta como enfeites. Foram crescendo, e, os dois começaram a gostar muito um do outro mas como iriam eles encontrar-se se não se cruzavam em nenhuma altura do dia... já nem no destino se podia crer para fazer estes dois ficarem juntos, nem que fosse durante um pouco de tempo, pois embora não soubessem se gostavam da altura do dia que o outro mais gostava, decidiam ficar-se apenas pela sua altura querida do dia, sem saber como seria a outra.
O mesmo acontecia com o Sol e com a sua amiga Lua, ambos gostavam muito um do outro, e andavam sempre atrás um do outro mas não conseguiam ficar juntos, conseguiam comunicar em pequenos momentos de alguns dias em que se cruzavam ou então trocavam cartas, que, o sol deixava às estrelas, porque nas estrelas como toda a gente sabe pode-se deixar um recado para alguém que só a esse alguém lhe darão o recado, e a Lua, bom a Lua deixava todos os seus recados às nuvens, mas só aquelas que não prometiam chover, para que os recados não ficassem encharcados, assim não se podiam ler! Mas a Lua tinha cuidado ao escolher as nuvens para deixar os seus recados! E assim o Sol explicou o que se passava entre Zoe e Kala à Lua, cuja ficou com a sensação de saber o que é gostar muito de alguém e não se poder estar junto desse alguém, era mesmo muito triste! E perguntou ao sol o que fazer, pois não queria que estes dois andassem atrás um do outro para sempre, sem se conhecerem melhor e pessoalmente, e, sem conhecerem o que o outro gostava.
Até que, ao fim de muitos dias passados, e muitos recados deixados, os dois luzeiros criados pela natureza, que tudo cria com o maior cuidado e amor, decidiram que seria naquele dia que os dois jovens se encontrariam. Como? bom ficava ao cargo dos dois luzeiro e da rotina natural da natureza que por vezes proporciona momentos que se nós pessoas normais não aproveitamos, deixamos passar muito do verdadeiro amor existente na nossa vida, mas isso é algo mais complicado de escrever num conto... seria naquele dia, já tudo estava a postos, as nuvens já tinham todas concordado em não deixar cair nenhum pingo, bom uma delas estava um pouco revoltada mas como era por uma boa causa, cedeu! As estrelas estavam todas a postos para no momento certo brilharem o máximo que pudessem, como se fossem todas super novas, umas estrelas muitos brilhantes, até mesmo as mais velhinhas concordaram em fazê-lo! Tudo estava preparado, só faltava mesmo era que os dois fossem ao local diário à hora que mais convinha tanto a um como a outro, mas seria desta vez as horas diferentes?
Bastava que os dois se cruzassem para perceberem que podiam e deviam ficar para sempre juntos, mas o que teriam preparado o Sol e a Lua? O Sol brilhava e começava a mostrar que ia descer para dar lugar à sua amiga Lua, que Zoe, iria para casa e chegaria Kala, mas desta vez o sol não foi embora, e Zoe achou estranho, estaria o Sol atrasado ou cansado? E começava a Lua a aparecer mais cedo, o que deixava Kala intrigada e sem saber o que acontecia naquele momento com a chegada repentina da Lua, até que os dois luzeiros se juntaram no alto da azul quimera, e, se juntaram cá em baixo numa praia tranquila onde só entrava o barulho das ondas que estavam deveras calmas, os dois jovens.
Juntavam-se então Zoe e Kala, sem se aperceberem do que se passava, mas também sem quererem perguntar como tudo aconteceu ou o que estaria a acontecer. Até que o Sol passou com o seu braço quente por cima do ombro da Lua e lhe soltou um quente beijo e um piscar de olhos à sua amiga, o mesmo acontecia na areia, onde cordialmete Zoe pegava na mão de kala, e, a beijava suavemente com uma caricia no seu belo rosto moreno. Era o eclipse. Um belo eclipse que mudava assim para sempre a vida destes dois seres que passavam a conhecer mais da natureza e do seu interior, algo com real valor, tudo isto acompanhado da dança das nuvens umas muito pesadas outras menos, com as elegantes estrelas, brilhantes e muito belas numa dança mágica, aliás como todo aquele momento, mágico...
Álvaro Cristo
In Centro
Merchant de Venza
Até onde poderá ir o amor por dois seres humanos?
Poderemos nós estipular um padrão por onde se regem as razoes/sentimentos/motivações que fazem o Homem quebrar algumas das barreiras impostas pela sociedade?
O amor é uma palavra que não utilizamos como deveríamos. Ora quem serei eu para o dizer? Que não passo de um pouco de vento que sopra por entre os cabelos de uma velha coxa que diz bom dia aos mercadores e os engana com as suas contas de mercadoria de comidas…
Será possível o amor entre o vento e a velha coxa? Ou entre o pedinte e o agiota?
Quereis dizer-me antes o que pensais que será de verdade aquilo que eu penso? Oh bom velho vento ensina-me a ser mais maduro e a não despentear os cabelo da velha comerciante, nem antes a levar pelo ar tão sujo boné encarnado cor de sangue que escorre por minhas chagas por ter gostado tanto de ser vento como tu já foras e ainda por vezes és… soprai-me as tuas indicações num sopro que só tu o sabeis fazer, tão suave que ornamentais o cabelo da velha e o fazeis antes parecer uma nêspera das mais belas que a nespereira dá. Ou o boné sujo e velho um ornamento que muitos sonhavam antes usar que o pobre agiota. Tão pobre de espírito que sofre por ser rico em dinheiro… quereis antes que seja eu o vento e que te ajude a sair do remoinho onde te encontrais?
Poderemos nós estipular um padrão por onde se regem as razoes/sentimentos/motivações que fazem o Homem quebrar algumas das barreiras impostas pela sociedade?
O amor é uma palavra que não utilizamos como deveríamos. Ora quem serei eu para o dizer? Que não passo de um pouco de vento que sopra por entre os cabelos de uma velha coxa que diz bom dia aos mercadores e os engana com as suas contas de mercadoria de comidas…
Será possível o amor entre o vento e a velha coxa? Ou entre o pedinte e o agiota?
Quereis dizer-me antes o que pensais que será de verdade aquilo que eu penso? Oh bom velho vento ensina-me a ser mais maduro e a não despentear os cabelo da velha comerciante, nem antes a levar pelo ar tão sujo boné encarnado cor de sangue que escorre por minhas chagas por ter gostado tanto de ser vento como tu já foras e ainda por vezes és… soprai-me as tuas indicações num sopro que só tu o sabeis fazer, tão suave que ornamentais o cabelo da velha e o fazeis antes parecer uma nêspera das mais belas que a nespereira dá. Ou o boné sujo e velho um ornamento que muitos sonhavam antes usar que o pobre agiota. Tão pobre de espírito que sofre por ser rico em dinheiro… quereis antes que seja eu o vento e que te ajude a sair do remoinho onde te encontrais?
quarta-feira, 17 de março de 2010
bombas com miudos
Eu gosto de brincadeiras de crianças. Sempre gostei. Sempre quis ficar pequeno, pelo menos tentava, mas a minha avó sempre me obrigou a comer sopa e em vez de um metrito e qualquer coisa fiquei com uma altura que já não dá para passar por miudo. Mas ainda assim gosto de me fazer passar por miudo e fazer coisas que um 'miudo' da minha idade se calhar já não faria.
Mas na verdade, esta semana acho que não terei problemas em passar despercebido, já que toda a gente na rua parece um autêntico puto! As Fallas são a melhor semana para relembrar o que é pregar partidas a outros que calmamente andam de garrafa na mão e com a outra mão dada a um deus que gosto de chamar de Baco (outros conhecem-no por Dionisio, outros ainda não o conhecem... eheheh). Ora que toda a gente tem bombinhas, estalinhos, bombas 'gigantes', todo um pack que parece ter sido comprado numa loja de guloseimas! Esta é a semana em que pirotecnia passa por gomas e chocolates! E eu adoro chocolates!! E estou a adorar atirar umas quantas bombinhas aos demais que passam e se assustam! Na verdade, chega a uma altura que pensamos num tom mais suave, 'estaremos na faixa de Gaza??!' e depois voltamos à realidade porque o sacana do miudo com ar de reguila passa por nós larga uma bombinha e se vai a correr para a sua trincheira! Filho da mãe! Agora somos nós, Acende rastilho, prepara bombinha, 1, 2, e... Stop! o arbitro dá sinal de paragem de brincadeira, o piano de tnt pára de tocar, os rastilhos dos candeeiros apagam-se. é hora de fogo de artificio! Para mim são as bombas dos crescidos! e fico quieto a ver o fogo! Adoro o fogo! Imaginar uma semana de fogo de artificio é qualquer coisa de alucinante para uma cambada de putos traquinas que o gostam como se em vez de papelinhos chamuscados do ar caissem pepitas de chocolate ora! O fogo lembra. O fogo trás saudade. O fogo excita. O fogo é traquinas, é miudo! Somos todos, não?
E agora que acabou o fogo já estou a ver ali o sacaninha a sacar de mais um rastilho, vou-me esconder e sacar uma das minhas para continuar a brincadeira! Com a saudade, lembrança, e pequenez com pouco mais de metro e meio a acompanhar que me vai passando lume para acender as minhas bombinhas de criança...
Mas na verdade, esta semana acho que não terei problemas em passar despercebido, já que toda a gente na rua parece um autêntico puto! As Fallas são a melhor semana para relembrar o que é pregar partidas a outros que calmamente andam de garrafa na mão e com a outra mão dada a um deus que gosto de chamar de Baco (outros conhecem-no por Dionisio, outros ainda não o conhecem... eheheh). Ora que toda a gente tem bombinhas, estalinhos, bombas 'gigantes', todo um pack que parece ter sido comprado numa loja de guloseimas! Esta é a semana em que pirotecnia passa por gomas e chocolates! E eu adoro chocolates!! E estou a adorar atirar umas quantas bombinhas aos demais que passam e se assustam! Na verdade, chega a uma altura que pensamos num tom mais suave, 'estaremos na faixa de Gaza??!' e depois voltamos à realidade porque o sacana do miudo com ar de reguila passa por nós larga uma bombinha e se vai a correr para a sua trincheira! Filho da mãe! Agora somos nós, Acende rastilho, prepara bombinha, 1, 2, e... Stop! o arbitro dá sinal de paragem de brincadeira, o piano de tnt pára de tocar, os rastilhos dos candeeiros apagam-se. é hora de fogo de artificio! Para mim são as bombas dos crescidos! e fico quieto a ver o fogo! Adoro o fogo! Imaginar uma semana de fogo de artificio é qualquer coisa de alucinante para uma cambada de putos traquinas que o gostam como se em vez de papelinhos chamuscados do ar caissem pepitas de chocolate ora! O fogo lembra. O fogo trás saudade. O fogo excita. O fogo é traquinas, é miudo! Somos todos, não?
E agora que acabou o fogo já estou a ver ali o sacaninha a sacar de mais um rastilho, vou-me esconder e sacar uma das minhas para continuar a brincadeira! Com a saudade, lembrança, e pequenez com pouco mais de metro e meio a acompanhar que me vai passando lume para acender as minhas bombinhas de criança...
domingo, 14 de março de 2010
O rapaz que viu a lua
A noite vai adentro tua aura, e leva o teu brilho brilho nos olhos. São pequenas amêndoas que se banham em chocolate de leite e pepitas. À noite todos os gatos são pardos e eu não gosto de gatos, porque são pardos. e por vezes parvos também. Hoje a noite é fria, e as pedras da calçada apertam-se umas contra as outras porque até elas têm frio, mais frio do que o frio que é ser pedra. Não se vê viva-alma na rua, e os mochos e corujas estão fechados em bando, conversando sobre a sabedoria que saiu à rua e não voltou ainda. Um rapaz perdido anda pela rua, procura a sabedoria que perdeu outra noite, quando não havia luz de candeeiros, nem tão pouco da lua. A sabedoria ficou perdida, e andou várias noites pela calçada, que não deixou nunca de estar fria! O rapaz também ficou perdido, e nem mesmo perguntando aos mochos que ali se aqueciam onde era a saída mais próxima se conseguiu orientar. A sabedoria cruzou uma rua sem sentido e viu o rapaz a falar com os mochos. Esperou. Depois foi até ao pé do ouvido do rapaz e disse: Olha a lua, está linda. E o rapaz encontrou(-se).
K*
K*
musica sobre rodas
Hoje passeei. Problemas de expressão pedem um passeio, com lembranças de sorrisos e raios de sol claro.
Assim,
da Calle Gasco Oliag - até afins troços quaisquer - explico: Perdido, ora! Com música a acompanhar, para não esquecer o que se traz na mala sem a alfandega ver...
videoclip e melhor: http://www.youtube.com/watch?v=j3qXYHAKf2o
Assim,
da Calle Gasco Oliag - até afins troços quaisquer - explico: Perdido, ora! Com música a acompanhar, para não esquecer o que se traz na mala sem a alfandega ver...
videoclip e melhor: http://www.youtube.com/watch?v=j3qXYHAKf2o
sábado, 13 de março de 2010
hoje, amanhã. Ontem passou.
Hoje vi um pássaro na janela do meu quarto. O pássaro queria entrar. Contar-me uma história. Dar-me simplesmente, bom-dia! Mas eu não deixei, disse-lhe que voltasse amanhã. Ele chilreou que amanhã seria como falar de ontem, que era hoje. E que ontem já tinha passado. Perplexo, olhei o pequeno pássaro, com meia dúzia de penas empruadas, muito convicto de si! Pensei. Se hoje é ontem amanhã, então como vivem as pessoas que não olham para o ontem? Não têm estas de conviver todos os dias com o ontem, re-digo, viver todos os hojes como ontem's... Pensei outra vez. De facto poderão viver o hoje como se não houvesse amanhã, e esquecendo o ontem, sem olhar para trás, deixando cavalos na berma dum caminho de floresta.
É dificil acho eu viver com tão pouco, achando porventura que é muito. Mas é só uma pequena opinião guardada em guadanapo sujo de molho d'alho.
Brand*
É dificil acho eu viver com tão pouco, achando porventura que é muito. Mas é só uma pequena opinião guardada em guadanapo sujo de molho d'alho.
Brand*
sexta-feira, 12 de março de 2010
Buarque, Chico Buarque
Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz e atrás dessa mulher mil homens, sempre tão gentis. Por isso para o seu bem ou tire ela da cabeça ou mereça a moça que você tem.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Olhos nos Olhos
Valencia. 8 de Março.
Está frio. Saio de casa. Lembro-me do dia em que saí de casa sozinho para vir para Valência. Sozinho. Com um frio nos ossos que fazia doer todo o corpo. Mas doía-me mais que os ossos de frio. Doía-me estar sozinho. Ter passado a noite sozinho. A pensar em Ti. As pernas tremem-me e não estou sobre varas de bambu. A cara enegrece-se de um preto mais escuro que carvão. Ardo por dentro como se fosse acendalha de fogueira. Sou a própria fogueira. Um contínuo descontinuo de sensações termais. Um ir. Adeus. Até já. Até amanhã. Qualquer dia servia. ‘Hoje não, até lá então’ (cit. João Lobo). Por ser longe ou não, fica a saudade. Pouco tempo ainda pensei no que ficou. Tenho medo de não conseguir deixar de pensar nisso. Não gosto da palavra Adeus. A palavra Adeus é uma palavra fria, que mete medo. Não gosto de mostrar que tenho medo. Não gosto de ser assim, contínuo descontinuo…
5 de Março.
Um tapete que fazia de chão convida a descalçar. Estamos estranhos no chão. Pouco tempo. Integram-nos na alcateia. Sinto-me bem. Confortável. Sinto que gosto de estar aqui. Não existe o estado de humor de enfado como outras vezes. Convidam-nos a entrar em nós. Uma visita a nós próprios que seremos nós os condutores de vagão da memória, essa que vagueia por onde bem quer e entende. Devaneia por onde lhe apetece. Como gostava de ser memória. Mais, gostava que a memória fosse uma agência de viagens low-cost que me levasse onde esta estivesse. [sem pagar taxas pelos demais que levamos connosco].
Lágrimas no céu.
Há estrelas por toda a sala. Brilhantes e que aquecem os outros, que nos aquecem a nós. As estrelas vêem-nos? “hey! Estou aqui a saltar! Estás a ver-me??” Nós vemos as estrelas, se eu vejo, os outros também as vêem. Acho eu. Ao longo deste momento a minha barriga muda de humor. Ora parece que comi um almoço feito pela minha avó ou até o peixe depois do ensaio de teatro, que me soube tão bem como nunca outro peixe!, como parece que estou de jejum há um mês. Faço de conta que não se passa nada. Tento ser forte e não dar parte de mim. Contínuo descontinuo…
É mais forte do que eu agora. Senti aquela vontade de me levantar e começar a falar com toda a gente. De ficar calado a ouvir toda a gente sem pestanejar!
Dou-me conta das diferenças que ocorreram dentro de mim. São boas essas mudanças. Trazem boas e más recordações. Fazem-me sentir… Vivo! E que bom que é sentirmo-nos assim, não? Já antes me senti assim, alguns exercícios que fiz com um grupo de colegas, de amigos, de irmãos se lhes puder chamar assim. Mas desta vez estou longe deles, e eles estão todos aqui comigo, Todos, do A ao Z passando pelo J sem esquecer S’s! E estando longe deles fico mais quente, Como se agora estivessem aqui connosco. E na sala parece que sei o nome de todos os outros. Atento, escuto, Querendo falar, aguardo outra vez. Contínuo descontinuo, dou-me conta de como estou bem.
Olhos nos olhos
Está frio. Saio de casa. Lembro-me do dia em que saí de casa sozinho para vir para Valência. Sozinho. Com um frio nos ossos que fazia doer todo o corpo. Mas doía-me mais que os ossos de frio. Doía-me estar sozinho. Ter passado a noite sozinho. A pensar em Ti. As pernas tremem-me e não estou sobre varas de bambu. A cara enegrece-se de um preto mais escuro que carvão. Ardo por dentro como se fosse acendalha de fogueira. Sou a própria fogueira. Um contínuo descontinuo de sensações termais. Um ir. Adeus. Até já. Até amanhã. Qualquer dia servia. ‘Hoje não, até lá então’ (cit. João Lobo). Por ser longe ou não, fica a saudade. Pouco tempo ainda pensei no que ficou. Tenho medo de não conseguir deixar de pensar nisso. Não gosto da palavra Adeus. A palavra Adeus é uma palavra fria, que mete medo. Não gosto de mostrar que tenho medo. Não gosto de ser assim, contínuo descontinuo…
5 de Março.
Um tapete que fazia de chão convida a descalçar. Estamos estranhos no chão. Pouco tempo. Integram-nos na alcateia. Sinto-me bem. Confortável. Sinto que gosto de estar aqui. Não existe o estado de humor de enfado como outras vezes. Convidam-nos a entrar em nós. Uma visita a nós próprios que seremos nós os condutores de vagão da memória, essa que vagueia por onde bem quer e entende. Devaneia por onde lhe apetece. Como gostava de ser memória. Mais, gostava que a memória fosse uma agência de viagens low-cost que me levasse onde esta estivesse. [sem pagar taxas pelos demais que levamos connosco].
Lágrimas no céu.
Há estrelas por toda a sala. Brilhantes e que aquecem os outros, que nos aquecem a nós. As estrelas vêem-nos? “hey! Estou aqui a saltar! Estás a ver-me??” Nós vemos as estrelas, se eu vejo, os outros também as vêem. Acho eu. Ao longo deste momento a minha barriga muda de humor. Ora parece que comi um almoço feito pela minha avó ou até o peixe depois do ensaio de teatro, que me soube tão bem como nunca outro peixe!, como parece que estou de jejum há um mês. Faço de conta que não se passa nada. Tento ser forte e não dar parte de mim. Contínuo descontinuo…
É mais forte do que eu agora. Senti aquela vontade de me levantar e começar a falar com toda a gente. De ficar calado a ouvir toda a gente sem pestanejar!
Dou-me conta das diferenças que ocorreram dentro de mim. São boas essas mudanças. Trazem boas e más recordações. Fazem-me sentir… Vivo! E que bom que é sentirmo-nos assim, não? Já antes me senti assim, alguns exercícios que fiz com um grupo de colegas, de amigos, de irmãos se lhes puder chamar assim. Mas desta vez estou longe deles, e eles estão todos aqui comigo, Todos, do A ao Z passando pelo J sem esquecer S’s! E estando longe deles fico mais quente, Como se agora estivessem aqui connosco. E na sala parece que sei o nome de todos os outros. Atento, escuto, Querendo falar, aguardo outra vez. Contínuo descontinuo, dou-me conta de como estou bem.
Olhos nos olhos
contrariedades descontrarias
Tem pessoas que são contraditórias.
Tem pessoas que não são contraditórias.
Tem pessoas que gostam de cair em buracos e dizer que a culpa não é delas.
Tem pessoas que não caem nos buracos, mas a culpa não é delas.
Tem pessoas que são pessoa, e outras que de pessoas não são nada.
Tem pessoas que não são.
Tem pessoas que seguem por uma linha recta sem pensar
Tem pessoas que seguem pelo xadrez da rua sem notar.
Tem pessoas que têm cabelo liso/oleoso, quando queriam ter cabelo de caracóis.
Tem pessoas que têm cabelo e queriam ser carecas.
Têm pessoas que são carecas de cabeça.
Tem pessoas que são génios e não sabem
Tem pessoas que pensam que são génios.
Tem pessoas que falam falam e não têm nada para dizer.
Tem pessoas que querem falar e não dizem nada.
Tem pessoas que não falam.
Tem pessoas
Tem pessoas que não são contraditórias.
Tem pessoas que gostam de cair em buracos e dizer que a culpa não é delas.
Tem pessoas que não caem nos buracos, mas a culpa não é delas.
Tem pessoas que são pessoa, e outras que de pessoas não são nada.
Tem pessoas que não são.
Tem pessoas que seguem por uma linha recta sem pensar
Tem pessoas que seguem pelo xadrez da rua sem notar.
Tem pessoas que têm cabelo liso/oleoso, quando queriam ter cabelo de caracóis.
Tem pessoas que têm cabelo e queriam ser carecas.
Têm pessoas que são carecas de cabeça.
Tem pessoas que são génios e não sabem
Tem pessoas que pensam que são génios.
Tem pessoas que falam falam e não têm nada para dizer.
Tem pessoas que querem falar e não dizem nada.
Tem pessoas que não falam.
Tem pessoas
terça-feira, 9 de março de 2010
Arsenal-Porto vs. alemanha-polonia-e afins...
Hoje depois das aulas, enfadonhas algumas outras divertidas porque o Prof. levava a mesma roupa que tem usado desde a semana passada (aqui os profs tb vivem mal xD), fomos a um pub - Dick Tracy - bebr umas cervejas! Porque não? é como que um cafe Central onde todos se reunem e falam uma meszcla de todas as linguas que andam por aí na calle!
Ora que este pub tem uma coisa peculiar, a dona! Então não é que esta tia goza de cara podre com quem n sabe falar espanhol??! a quem lhe dá dinheiro para pôr pão na mesa ela goza como se não houvesse amanhã!! Isto é assim?? penso eu enquanto penso 4 minis (Aqui 'quintos') por apenas 2€!
Pois de facto podiam vosotros estar a perguntar-se, então se te tratam mal porque não vais a outro lado?? Porque de facto o alcool e muito barato! que chatisse, penso eu!
E melhor, depois de umas quantas trocas de conversas com alemães e polacas olho para cima e vejo que está a dar o Fêcepê! aka FC Porto contra o Arsenal! Ora, como bom português que sou mostrei a minha raça com o apoio de alguns mais portugueses, mas não nos levou a muito... perderam por 5-0! Ainda bem que sou do Benfas!! aka SL Benfica!! (eheheheh), que na verdade é o mais conhecido dos clubes portugueses, a seguir ao Cristiano Ronaldo!, esperem lá mas esse gajo não é um clube pois não? macacos me mordam que pensava que aqui ele já era monumento e tudo! Tadinho.. de mim que sou tao verde no jogo da pelota!(eheh)
O Porto perdeu! fui a casa de banho e aperto o meu cinto com guitarras e palhetas, e viemos embora, fazer o jantar. Marcavam 00:15 de horas locais, boa hora para jantar! (de dizer que adoro os panados de frango da Rita!! perdoem-me os mais sensiveis, mas são de PUTA MADRE!!) e a carol lava bem a louça! mas só amanhã...
hoje já são horas de ir dormir!
Hasta manhaña!!
FM
Ora que este pub tem uma coisa peculiar, a dona! Então não é que esta tia goza de cara podre com quem n sabe falar espanhol??! a quem lhe dá dinheiro para pôr pão na mesa ela goza como se não houvesse amanhã!! Isto é assim?? penso eu enquanto penso 4 minis (Aqui 'quintos') por apenas 2€!
Pois de facto podiam vosotros estar a perguntar-se, então se te tratam mal porque não vais a outro lado?? Porque de facto o alcool e muito barato! que chatisse, penso eu!
E melhor, depois de umas quantas trocas de conversas com alemães e polacas olho para cima e vejo que está a dar o Fêcepê! aka FC Porto contra o Arsenal! Ora, como bom português que sou mostrei a minha raça com o apoio de alguns mais portugueses, mas não nos levou a muito... perderam por 5-0! Ainda bem que sou do Benfas!! aka SL Benfica!! (eheheheh), que na verdade é o mais conhecido dos clubes portugueses, a seguir ao Cristiano Ronaldo!, esperem lá mas esse gajo não é um clube pois não? macacos me mordam que pensava que aqui ele já era monumento e tudo! Tadinho.. de mim que sou tao verde no jogo da pelota!(eheh)
O Porto perdeu! fui a casa de banho e aperto o meu cinto com guitarras e palhetas, e viemos embora, fazer o jantar. Marcavam 00:15 de horas locais, boa hora para jantar! (de dizer que adoro os panados de frango da Rita!! perdoem-me os mais sensiveis, mas são de PUTA MADRE!!) e a carol lava bem a louça! mas só amanhã...
hoje já são horas de ir dormir!
Hasta manhaña!!
FM
segunda-feira, 8 de março de 2010
o primeiro que é o segundo
Este primeiro post deveria ser o 4º ou 5º. Problemas de computadores, de autorias, ou do que quisermos chamar, este passará a ser o primeiro...
Cá vai:
Dia 8 de março, madrugada de dia 9. 22 anos. Já começo a ver afastados os loucos anos 20, e estamos nos anos 10. Que não sei tão pouco se foram (são) loucos ou não. Isto faz-me lembrar que com trinta estarei nos tais loucos anos 20. Que confusão.
Valencia. Gasco Oliag. Para afins e algures,
Estou a começar a integrar-me nesta cidade. Isto parece que tem ciência por todo o lado, não fosse ter uma cidade das artes e das ciencias... (Boa Francisco...), Mas de facto esta cidade tem uma energia muito boa, não pensei que fosse tão grande, tão dinâmica. Gosto. Faz quere sair à rua. Não ficar em casa. O dinheiro não estica, então fica-se por vezes em casa. Não vá o diabo, digo, Deus Baco tecê-las e nos salte à carteira! Cuidado com isso pá! Como já se percebeu de vinho se fala. E beberricos à parte, que são iguais em todo o mundo após o 5º/7º copo, ainda não me perdi!
Verdade seja dita que tenho dois GPS's humanos que também cozinham e lavam roupa! Ah, e são Amigos!! Não se está nada mal por enquanto! Esta cidade tem outra coisa, tem (perdoem-me o calão, que pensei não usar muito nestes posts) BUE alunos de outros países, ou não fosse a 4ª Universidade da Europa a receber mais alunos!! Lembro-me agora que BUE já consta do novo léxico português. Que bem, não? Assim como o novo acordo ortrogràrfiko! Estou ansioso por usá-lo. Depois dos anos 50, quando já for bem velho e não conseguir fixar as páginas. Por enquanto uso o que a Prof. Natércia me ensinou na minha escola comunista!
Inscrevi-me num curso de psicanalise pá! É mesmo fixe (calão eu sei amigos, mas a minha avó usa!), vejo filmes de borla (dobrados em Espanhol [yeees!]), e depois um prof. cromo da cena ajuda a analisar algumas partes do filme. Hoje foi o primeiro, falou-se sobre complexo de édipo, complexo demias para explicar aqui, contudo podem ver mais em - Freud + complexo de edipo em qualquer motor de busca!
Tenho uma prof. de técnicas de terapia sistémica que é qualquer coisa! Vá, os que começaram a imaginar a tipica prof. boa como o milho (ainda hei-de ver de onde vem esta expressão) com ar de dirty secretary e soatque espanhol podem esquecer... Tem uma cara estranha, é velha, não deve muito à beleza sequer. Mas deve ser das pessoas mais humanas que já ouvi falar! quase que não pestanejo nas aulas dela! Fazem-me lembrar o Dispar! Os que conhecem sabem do que falo!! Que saudades!!
No outro dia vimos fogo de artificio! Lembrei-me de como gosto de fogo de artificio! Isto porquê? aqui em Valencia há uma semana semelhante aos santos populares que se chamam Fallas - ver mais em fallas num motor de busca ordinário qualquer (adoro não fazer publicidade, e mais, ser calão de procurar um site para pôr aqui!). Dizem que é uma loucura! Vou averiguar e depois conto!!
Enretanto no outro dia, depois de um passeio nocturno com Baco (já o trato por tu, quase), lembrei-me que gostava de andar de bicicleta, e esta terra é do melhor para isso! Tentei averiguar a compra de uma roubada e não consegui. Os vendedores estavam de gazeta! Também têm direito claro!
Estou a chegar ao fim deste post de'post'ado que não tem nada concreto, mas muito 'general' e sinto saudades. de tanta coisa que até dá vontade de não enumerar!! Raios parta a saudade! Até sinto saudades de peixe cozido depois de um Disparteatro!? Não estou nada bem. Vou à cozinha preparar algo, como uma tosta de geleia e ouvir musica no youtube, pela net do vizinho que não conheço mas é um granda bacano!
Até já
FM
Cá vai:
Dia 8 de março, madrugada de dia 9. 22 anos. Já começo a ver afastados os loucos anos 20, e estamos nos anos 10. Que não sei tão pouco se foram (são) loucos ou não. Isto faz-me lembrar que com trinta estarei nos tais loucos anos 20. Que confusão.
Valencia. Gasco Oliag. Para afins e algures,
Estou a começar a integrar-me nesta cidade. Isto parece que tem ciência por todo o lado, não fosse ter uma cidade das artes e das ciencias... (Boa Francisco...), Mas de facto esta cidade tem uma energia muito boa, não pensei que fosse tão grande, tão dinâmica. Gosto. Faz quere sair à rua. Não ficar em casa. O dinheiro não estica, então fica-se por vezes em casa. Não vá o diabo, digo, Deus Baco tecê-las e nos salte à carteira! Cuidado com isso pá! Como já se percebeu de vinho se fala. E beberricos à parte, que são iguais em todo o mundo após o 5º/7º copo, ainda não me perdi!
Verdade seja dita que tenho dois GPS's humanos que também cozinham e lavam roupa! Ah, e são Amigos!! Não se está nada mal por enquanto! Esta cidade tem outra coisa, tem (perdoem-me o calão, que pensei não usar muito nestes posts) BUE alunos de outros países, ou não fosse a 4ª Universidade da Europa a receber mais alunos!! Lembro-me agora que BUE já consta do novo léxico português. Que bem, não? Assim como o novo acordo ortrogràrfiko! Estou ansioso por usá-lo. Depois dos anos 50, quando já for bem velho e não conseguir fixar as páginas. Por enquanto uso o que a Prof. Natércia me ensinou na minha escola comunista!
Inscrevi-me num curso de psicanalise pá! É mesmo fixe (calão eu sei amigos, mas a minha avó usa!), vejo filmes de borla (dobrados em Espanhol [yeees!]), e depois um prof. cromo da cena ajuda a analisar algumas partes do filme. Hoje foi o primeiro, falou-se sobre complexo de édipo, complexo demias para explicar aqui, contudo podem ver mais em - Freud + complexo de edipo em qualquer motor de busca!
Tenho uma prof. de técnicas de terapia sistémica que é qualquer coisa! Vá, os que começaram a imaginar a tipica prof. boa como o milho (ainda hei-de ver de onde vem esta expressão) com ar de dirty secretary e soatque espanhol podem esquecer... Tem uma cara estranha, é velha, não deve muito à beleza sequer. Mas deve ser das pessoas mais humanas que já ouvi falar! quase que não pestanejo nas aulas dela! Fazem-me lembrar o Dispar! Os que conhecem sabem do que falo!! Que saudades!!
No outro dia vimos fogo de artificio! Lembrei-me de como gosto de fogo de artificio! Isto porquê? aqui em Valencia há uma semana semelhante aos santos populares que se chamam Fallas - ver mais em fallas num motor de busca ordinário qualquer (adoro não fazer publicidade, e mais, ser calão de procurar um site para pôr aqui!). Dizem que é uma loucura! Vou averiguar e depois conto!!
Enretanto no outro dia, depois de um passeio nocturno com Baco (já o trato por tu, quase), lembrei-me que gostava de andar de bicicleta, e esta terra é do melhor para isso! Tentei averiguar a compra de uma roubada e não consegui. Os vendedores estavam de gazeta! Também têm direito claro!
Estou a chegar ao fim deste post de'post'ado que não tem nada concreto, mas muito 'general' e sinto saudades. de tanta coisa que até dá vontade de não enumerar!! Raios parta a saudade! Até sinto saudades de peixe cozido depois de um Disparteatro!? Não estou nada bem. Vou à cozinha preparar algo, como uma tosta de geleia e ouvir musica no youtube, pela net do vizinho que não conheço mas é um granda bacano!
Até já
FM
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