Eu esqueço muita coisa. Cada um esquece o que quer (e por vezes o que não quer). Mas eu esqueço quando ponho tudo num saquinho em papel numa área atrás do cérebro. Chamo a esta Área da INSENSATEZ. Há quem confunda com amor ou lá o que é. Mas eu digo que é falta de sensatez, pois chega a um ponto que já não dá para negar, já não poderá ser menos que isso nem deverá ser mais, percebem? Mas não tem muito tempo que o faço. Será da idade? Será de todas as cabeçadas? Ou serão elas consequência, em vez de causa? Talvez sejam… Sim, isso explicaria muita coisa! Já foram tantas… será insensato perguntar porquê? É que ou eu não recebo resposta ou ela vem-me em espirais que nem furacão Valente e feroz. Eu não gosto quando o furacão passa por mim e me leva a sensatez quase a rir, em tom de gozo porque mais uma vez m’a levou – quase, repito, quase! sem eu dar conta. Mas eu tenho um plano … Esse não envolve cartas ridículas. Porque eu estou a deixar de ser ridícula. Será da idade? Das cabeçadas? Seja o que for faz-me sentir menos tola. Mas também menos sonhadora. Mais impaciente. Fico sem vontade de esperar por aquilo que não se sabe se ou quando chega. Fico sem vontade de voar num avião (ou num parapente – onde é que esse já não vai?) cujo destino é a “distância entre dois seres que se querem”. Fico sem vontade de dizer balelas e baboseiradas. Fico sem vontade de ir morar para terras Elisabethianas. Fico sem vontade de desculpar mais a força de vontade, a falta de atenção… Mas há uma coisa de que fico com vontade!: escrever. Porque eu posso esquecer tudo: alegria, saudades, tristeza, tempo. Mas a escrita faz-me lembrar aquilo que a desilusão não me deixa esquecer! Estarei a ser insensata? A insensatez termina!
Queridos bloguers,
ResponderEliminarEu esqueço muita coisa. Cada um esquece o que quer (e por vezes o que não quer). Mas eu esqueço quando ponho tudo num saquinho em papel numa área atrás do cérebro. Chamo a esta Área da INSENSATEZ. Há quem confunda com amor ou lá o que é. Mas eu digo que é falta de sensatez, pois chega a um ponto que já não dá para negar, já não poderá ser menos que isso nem deverá ser mais, percebem?
Mas não tem muito tempo que o faço. Será da idade? Será de todas as cabeçadas? Ou serão elas consequência, em vez de causa? Talvez sejam… Sim, isso explicaria muita coisa! Já foram tantas… será insensato perguntar porquê? É que ou eu não recebo resposta ou ela vem-me em espirais que nem furacão Valente e feroz. Eu não gosto quando o furacão passa por mim e me leva a sensatez quase a rir, em tom de gozo porque mais uma vez m’a levou – quase, repito, quase! sem eu dar conta.
Mas eu tenho um plano …
Esse não envolve cartas ridículas. Porque eu estou a deixar de ser ridícula. Será da idade? Das cabeçadas? Seja o que for faz-me sentir menos tola. Mas também menos sonhadora. Mais impaciente. Fico sem vontade de esperar por aquilo que não se sabe se ou quando chega. Fico sem vontade de voar num avião (ou num parapente – onde é que esse já não vai?) cujo destino é a “distância entre dois seres que se querem”. Fico sem vontade de dizer balelas e baboseiradas. Fico sem vontade de ir morar para terras Elisabethianas. Fico sem vontade de desculpar mais a força de vontade, a falta de atenção… Mas há uma coisa de que fico com vontade!: escrever.
Porque eu posso esquecer tudo: alegria, saudades, tristeza, tempo. Mas a escrita faz-me lembrar aquilo que a desilusão não me deixa esquecer!
Estarei a ser insensata?
A insensatez termina!